TikTok: a rede social que revolucionou a moda

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Atualmente o TikTok conta com mais de 1,2 bilhões de usuários ativos por mês. Tudo começou durante a pandemia, quando a rede social chinesa (lançada em setembro de 2016 e em 2019 no Brasil) se tornou um verdadeiro fenômeno!

Os conteúdos, na maioria das vezes, são curtos e fáceis de produzir. Um dos maiores diferenciais dessa plataforma é o algoritmo que entrega conteúdos específicos que combinam com cada usuário.

Mas, para a indústria da moda, o impacto do TikTok tem suas vantagens e desvantagens. A democratização dos conteúdos, por exemplo, é algo super positivo, o “problema” é que a rede não atende a muitos critérios para que um conteúdo viralize.

Por muito tempo, a moda era ditada pelas grandes marcas de luxo (que não faziam questão de acompanhar a tecnologia). Elas definiam as tendências de acordo com cada estação do ano e atingiam a massa através de marcas mais acessíveis.

Mas, com a chegada desse fenômeno chamado TikTok, o ciclo da moda se inverteu. E hoje a galera vem procurando por estilos específicos que são encontrados na rede.

Por isso, a alta moda vem se tornando cada vez mais comercial com a inclusão desses estilos em suas coleções e desfiles.

O TikTok causou um erro na trajetória da moda

Sim! As expectativas que a moda de luxo tinha para o final da pandemia foram quebradas após a explosão do TikTok. Logo, o consumo está voltando a ser mais consciente e lento.

O motivo disso é que um ciclo de novas tendências surge a todo instante por lá e acaba migrando para outras plataformas. Como, por exemplo, o Estilo Mandrak que viralizou em 2021.

Mesmo que essa plataforma esteja levando muita gente a se expressar através de suas roupas, atingindo grandes níveis de popularidade (seja fazendo conteúdos de moda ou não), vale refletir sobre a responsabilidade do que está sendo postado.

O TikTok é uma rede social repleta de estilos, tendências, estéticas e curiosidades… Então, as marcas de luxo tiveram que observar ainda mais o que acontece dentro da rede, pois, no geral, a moda sempre esteve ligada à acompanhar os movimentos da juventude.

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A moda antes do TikTok

Nos anos 1960, por exemplo, a moda tinha a contracultura e as revoluções estudantis que bloquearam as vestimentas da década de 1950 que já não faziam mais sentido.

Na mesma época, os jovens de Londres fizeram bainhas mais altas, aperfeiçoaram a silhueta e passaram a frequentar lojas de departamento para adquirir suas próprias peças.

Isso resultou numa reestruturação na forma de comercializar a moda e fez até Yves Saint Laurent abrir filiais to wear (pronto para vestir).

Por conta desse contexto histórico, fica ainda mais fácil de compreender o que acontece nos dias de hoje com a moda no TikTok. Principalmente com a forma que as novas estéticas chegam até as grifes de luxo.

Em 2021, muitas coleções já estavam se espelhando na plataforma. Nicola Brognano, da Blumarine, olhou para o seu passado com muitas calças de cintura baixa e strass.

Post: TikTok
Desfile da Blumarine na semana de moda de Milão – Foto: Reprodução

Já o auge da estética CottageCore, com tecidos mais fluidos, foi representada por uma coleção de Christian Dior com assinatura de Maria Grazia Chiuri. As peças remetiam à um estilo bucólico do verão da França.

Bastidores do vídeo exibido pela Dior na semana de moda digital – Foto: Reprodução / Leslie Moquin
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@brookestyless

What aesthetic hair styles do you want to see 🥰💕 #fyp #cottagecore #hairstyles

♬ Strawberry blond – 👻

Enquanto isso, o Dark Academy (estilo acadêmico formal inglês de alfaiataria clássica), fez parte da coleção pré-Outono 2021 da grife Saint Laurent. A direção criativa ficou por conta de Anthony Vaccarello.

Post: TikTok
Look pré-Outono 2021 da grife Saint Laurent por Anthony Vaccarello – Foto: Reprodução
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Como as grandes marcas estão lidando com esse novo movimento nas redes sociais?

A resposta é: adaptando-se! Pois, não tem como a indústria da moda permanecer se inspirando nas mesmas pessoas.

O tempo mostrou o que a presença online pode alcançar. E não foi em vão que as redes sociais se tornaram os melhores lugares para isso, pois as pessoas acabam gerando conteúdos orgânicos e impulsionando as marcas de alguma forma.

“A partir do momento que temos um leque mais aberto e que as pessoas têm a possibilidade de falar, pegar o celular e dialogar sobre isso, o movimento se torna muito potente. Mas, sempre temos de pensar em como fazer isso de forma responsável”. (Lelê Santhana)

Essas mudanças atingem a cobertura da moda, que vem passando por um momento de transformação desde que a era digital substituiu os meios impressos e novas personalidades surgiram com experiências únicas.

É o caso do mercado editorial que está passando por mudanças enormes em busca de novas visões, sem perder o respeito com as novidades das redes sociais (ou simplesmente do TikTok).

Por isso que é muito importante entender como a moda vem se relacionando com os mais recentes modos de conhecimento e comunicação. Ou seja, deixando qualquer tipo de receio ou preconceito de lado, para falar sobre sociologia, política, filosofia, cultura e economia.

A importância de pesquisar e estudar diversos assuntos que se relacionam com a moda, vai além do look do dia. Eu, por exemplo, compartilho sobre moda, mas prefiro me relacionar com o comportamento das novas gerações, culturas, política, arte e tudo que se conecta ao universo fashion.

Esse debate vai muito além de tudo isso que escrevi aqui. Afinal, a moda (que é uma das maiores industrias do mundo) movimenta a economia e a sociedade de forma inimagináveis, e as roupas que você usa também fazem parte disso!

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Curiosidades

Segundo a Revista ISTOÉ, o Brasil é o quinto país com mais usuários ativos no TikTok, atingindo a marca de +140 milhões de publicações, além de possuir uma das sedes globais da empresa.

A plataforma nasceu a partir de uma idéia brilhante de dois adolescentes numa garagem. Mas, antes da origem, havia o aplicativo Musica.ly – que fez sucesso nos Estados Unidos e na China em 2014.

Em 2020, um fundo de U$ 200 milhões foi lançado para incentivar os criadores da plataforma – que logo se tornou a rede social definitiva de comunicação por vídeos curtos.

Nos Estados Unidos, a bailarina Charli DÁmelio, de 17 anos, se consagrou em novembro de 2020 como a primeira tiktoker a atingir o número alarmante de 100 milhões de seguidores.

Marcas como Dolce & Gabanna, MAC, Prada e Calvin Klein usam a plataforma para lançar estratégias comerciais e aproximar ainda mais o público.

Consideração final

A moda é capaz de se manifestar através da música, da dança, do esporte, da educação, da política, do humor, do estilo de vida ou de qualquer outro tema. Há muito espaço para você expressar sua criatividade e seu talento através do TikTok.

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