Alexandre Pavão: conheça a trajetória desse fenômeno da moda brasileira

Alexandre Pavão é um designer de bolsas que se tornou uma das principais referências de moda no Brasil!

Pois é… Em menos de 2 anos, ele consolidou uma ID muito forte em suas criações com o uso de cordas de pesca, mosquetões e cores marcantes. Inclusive, muitos fãs e consumidores da marca estão dispostos a esperar até 2 meses para conseguir ter uma de suas bolsas.

Além disso, hoje, a hashtag do designer no TikTok já ultrapassa 5 milhões de views. E sabe o que isso significa? Que Alexandre Pavão conseguiu gerar um alto nível de desejo em torno de seus itens – principalmente aqui no Brasil, onde sua marca é vista quase como uma grife.

Bom, mesmo que ele tenha bombado há “pouco tempo”, seu trabalho e dedicação começou lá no ano de 2006, na cidade de Marília-SP. Nessa época, Alexandre e sua mãe estavam começando a fazer camisetas de fuxico para a Copa do Mundo. O sucesso foi tanto que as peças foram vendidas até pro Japão.

Depois disso, Pavão entrou num curso técnico de calçados e acessórios. Aliás… Segundo a FFW, um dos professores de Alexandre Pavão tinha um ateliê de bolsas e começou a desenhar algumas peças para que Pavão reproduzisse. Sendo assim, os dois começaram a produzir juntos em pequena escala.

Até que o tempo foi passando e Alexandre se mudou para São Paulo para trabalhar como estilista (e o desejo de ter uma marca própria nunca saía da sua mente, mas era apenas um plano B).

Enfim… 2 anos depois, ele largou seu trabalho para se dedicar unicamente a criação de sua marca que, diga-se de passagem, se tornou um fenômeno.

Alexandre Pavão: conheça a trajetória desse fenômeno da moda brasileira
Alexandre Pavão – Foto: Reprodução

Mas… Por que as bolsas de Alexandre Pavão fazem tanto sucesso?

Quer saber como esse fenômeno tomou conta dos mais conceituados influenciadores, celebridades e pessoas de todos os lugares do Brasil? Vem comigo!

Maisa usa A. P. – Foto: Reprodução
Liniker + Crystal Bag A. P. – Foto: Reprodução
Bruna Marquezine usa A. P. – Foto: Reprodução
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Manu Gavassi + Crystal Bag A. P. – Foto: Reprodução

De uma coisa eu tenho certeza: por trás de cada resultado de algo bem feito, autêntico e único, há sempre alguém que persiste em trabalha por amor.

Pois é, quando se ama o que faz, tudo conspira para o sucesso. É o caso do boom que a marca ganhou organicamente pelo TikTok – responsável por ajudar a alavancar um sucesso que já estava pronto para explodir.

Vale lembrar que antes de ficar nacionalmente conhecida, a marca produziu algumas coleções de alto valor social para marcas como Filhas de Gaia e Egrey.

Como surgiu essa paixão por bolsas?

Bom… Quando mais jovem, Alexandre era apaixonado pela Kipling e admirava as bolsas super diferentes que sua mãe usava.

Em entrevista para o FFW, o artista diz que hoje em dia dá para contar nos dedos as marcas de bolsas que fazem um trabalho legal e autoral no Brasil. Ou seja, não é de hoje a sua paixão e desejo por bags mais diferentes.

“Eu gosto de como as bolsas são uma peça super inclusiva, não tem gênero e nem tamanho, o acessório dá essa abertura para qualquer pessoa usar” – diz.

Foto: Reprodução

Detalhes sobre os elementos que mais representam a marca

Mosquetões, cordas e artigos de pesca são as principais características para identificar uma Bolsa Alexandre Pavão.

Os elementos inspiram a infância do criador quando ele trabalhava com sua mãe e tinha que se virar nos 30. Aliás, foi assim que ele aprendeu a fazer o melhor possível com o que tinha – e até hoje suas peças carregam essa estética de gambiarra bem feita (bem a cara do Brasil, né?! rs).

A brincadeira com as cordas e os mosquetões começou quando o designer ainda morava em Franca. Desempregado e precisando dinheiro, Alexandre comprou algumas cordas coloridas numa casa de construção ao lado da sua casa e pensou “preciso fazer alguma coisa com isso”.

Então, o artista irreverente passou a confeccionar pulseiras, lapidar seus produtos e desejos de usar coisas não convencionais. Tanto que, além dos elementos principais das bolsas, ele já produziu com mordedores de cachorro, cabos usb, cabos de telefone, etc.

Foto: Reprodução
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Processo criativo de Alexandre Pavão

Ir às ruas para visualizar coisas diferentes que possam agregar em suas criações, é uma das maiores atividades do designer – que prefere correr das referências da própria moda para não correr o risco de fazer mais do mesmo.

Mas, isso não significa que ele dispensa a moda ao todo. Pelo contrário, ir às ruas para se inspirar e ver o que está acontecendo é também uma maneira de estar presente no universo fashion sem necessariamente seguir os gostos e costumes da multidão. Ou seja: ele não se inspira em outras marcas, muito menos fica acompanhando o que acontece, por exemplo, com a Prada.

Seu jeito artístico de desenvolver seu trabalho é muito mais ligado ao feeling do momento, sabe? “Eu faço o que tenho vontade de fazer (…) Se der certo, que bom! Se não, tudo bem também”, diz.

Muito preocupado com a qualidade de sua produção, Alexandre não produz uma quantidade exata de bolsas porque acredita que o correto é fazer apenas o que for vender.

Foto: Reprodução

Então… Como funciona a organização dos lançamentos da marca?

“Se eu fosse lançar sempre que crio algo novo, eu lançaria todo dia! Aqui no showroom tem várias peças novas que ninguém nunca viu, eu vou criando e depois pensando o que eu quero lançar agora e o que eu vou lançar depois. Eu não sento para criar uma coleção, é algo que vai acontecendo”Alexandre Pavão para FFW.

Sem pontos de venda físicos, mas com as peças expostas em marketplaces de moda… O designer afirma que não teria como estar presente nesses lugares e fazer as coisas da forma como ele gosta – que é vender um produto e depois entregar, sob demanda.

Por exemplo, se algumas peças fossem lançadas “hoje”, as pessoas poderiam comprar normalmente, mas só iriam receber após 2 meses. “Eu quero produzir a quantidade exata, não quero fazer mais do que vou vender”, diz.

Isso também evita que os produtos desvalorizem, principalmente por não trabalhar com liquidação – que é algo que não casa com o conceito da marca, afinal, os itens são atemporais e super valorizados.

Será que é por isso que as vendas da marca aumentaram de 800 a 1000%? 😅 😅

Foto: Reprodução

O impacto das redes sociais nas vendas das bolsas de Alexandre Pavão

Você sabia que antes das redes sociais, ele já vendia por SMS e até ia na casa das pessoas? Pois é. Sempre dedicado e disposto a vender seu trabalho, Alexandre não nega que o TikTok e o Instagram ampliaram a fama de sua marca.

É impressionante como o crescimento orgânico nas redes sociais ultrapassaram 5 milhões de views na hastah #AlexandrePavão – onde a maioria são pessoas fazendo unboxing, já que o TikTok da marca não é muito movimentado.

Foto: Reprodução

Vendas solidárias

O designer já fazia trabalhos sociais antes mesmo da pandemia, mas as portas se fecharam porque a maioria das pessoas que trabalhavam lá eram idosos.

Com isso, nasceu a idéia de criar um produto e ter 100% do lucro revertido em uma boa ação, e então surgiu a Love Handbag – que é vendida a um preço simbólico e toda a renda é revertida para diferentes tipos de auxílio social.

Alcançar o sucesso ao empreender de forma independente não é fácil

“Tudo que eu aprendi foi com a marca. Eu acho que a gente tem que ser mais verdadeiro com a nossa marca e o nosso propósito. Se eu falo que vou fazer uma bolsa em pouca quantidade, exclusiva, e que não será reposta, eu não posso logo depois abrir mão do meu conceito de marca só porque tá todo mundo querendo aquela peça, só para ganhar dinheiro”, diz.

Sabendo bem como funciona sua logística, o designer ainda afirma que nenhum dinheiro vale a construção do posicionamento de sua marca.

Alexandre Pavão também produz roupas?

Apesar do lançamento de algumas peças de roupas… O designer diz que isso é mais para complementar o universo da marca do que para transformar tudo numa marca de vestuário. Esse não é o foco dele!

Foto: Reprodução

Teremos calçados da marca?

Alexandre começou seus estudos na moda pelos calçados e ainda tem um forte desejo em criar itens nessa área. Mas, a complicação do processo criativo para fazer vários tamanhos não lhe enche os olhos por enquanto.

“Eu tenho vontade de fazer, mas é algo que vai vir aos poucos, se acontecer”, diz.

Dica de Alexandre Pavão para os novos designers

Faça diferente. Eu acho que não tem por que fazer o que todo mundo já tem. Por que as pessoas vão deixar de comprar o que já existe para comprar o seu? Quando a gente cria um produto ele tem que ser diferente, tem que ter um propósito, diferencial, design. Também acho que tem muita gente que quer surfar na onda de outros produtos e criar peças inspiradas no que está em alta. E é lógico que isso vai vender, mas vai ser uma marca temporária. Então, você tem que saber se você quer ter uma marca duradoura ou só uma que vai fazer dinheiro rápido.”

Quais são os próximos passos da marca?

Sem muitas pretensões, o designer costuma viver o agora.

“Se hoje a marca está em alta, amanhã não sei! Claro que tenho muitos desejos de criar coisas, mas são coisas que vão acontecendo, eu não faço muitos planos”Alexandre Pavão para FFW.

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