Juliette afirma que os homens têm medo dela. Entenda o motivo

Em entrevista recente à CARAS, Juliette Freire afirma que os homens têm medo dela e explica o motivo. Além disso, a maior estrela da história do Big Brother Brasil desabafou sobre a vida de solteira, preconceito, intuição, fama e os desafios como cantora.

– Você sempre levantou a bandeira do Nordeste?

– Aprendi a me fortalecer tendo orgulho de quem sou. Levanto o que há de mais bonito em mim e as minhas raízes são importantes. É algo que carrego desde sempre.

– Você ainda sofre xenofobia ou a fama a blindou disso?


– O nordestino que disser que não sofreu xenofobia não percebeu. Porque é inevitável, está enraizado na nossa cultura. A fama ameniza algumas coisas, mas não anula. Graças a Deus, hoje, tenho formas de lutar contra isso e uma voz com relevância e força. Então, continua, mas minha força também continua e a gente segue.

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– Há preconceito com o BBB?


– Quando querem descredibilizar, usam de forma pejorativa ‘ex-BBB’. Corrijo: ‘ex-BBB’ não, ‘para sempre BBB!’. Não tenho problema. Acho genial, sou apaixonada, é um laboratório psicológico-social e me orgulho de ter participado e sobrevivido! Algumas pessoas querem diminuir como se fosse um demérito, mas para mim não é.

– Como lida com a mudança de vida, com a fama?


– Aprendo todo dia. Já tive fases que tinha medo de tudo isso, ficava assustada, pois não sabia lidar. Hoje, estou gostando, aceito o lugar que estou, recebo com gratidão e carinho. Fora as oportunidades que tenho de ajudar minha família, de dar dignidade aos meus.

– A terapia te ajudou?


– Antes, já fazia terapia e, agora, faço mais. Não é porque é muita coisa boa que é fácil. É difícil administrar tudo, manter o pé no chão, porque é uma enxurrada de responsabilidade. Você precisa aprender e executar ao mesmo tempo. Tem que ter a saúde mental organizada, senão você surta.

– Já se deslumbrou?


– Não. Como nunca tive muito, dei valor ao que tinha. Nunca almejei uma vida de luxo, de ostentação, nunca foi um sonho. Então, não sinto prazer nisso. Agora, o que noto é que as coisas que falo quando sou famosa soam de outra forma. Sempre fui chata e brava, de reclamar quando uma coisa não está boa. Antes ninguém se machucava, hoje em dia se eu disser… Meu Deus! Aprendi a controlar e falar de uma forma mais sutil, pois sei que minha palavra tem um peso maior.

– Você se policia muito?


– Não me policio tanto, mas tento não machucar as pessoas, é o meu princípio maior. Sempre me cobrei para não machucar o outro, para tentar ser uma voz positiva, então, segui fazendo a mesma coisa. Antes da fama, por exemplo, era aquela amiga que quando uma pessoa começava a falar mal da outra, reclamava. Sempre politicamente correta. Digo que a pessoa que mais me julga sou eu.

– Como lida com o dinheiro?


– Não gasto quase nada, poderia fazer mais, mas sou controlada, mão de vaca mesmo. Não gasto com coisa superficial, tenho responsabilidade de não desperdiçar. Tento fazer algo útil com o dinheiro para me sentir tranquila.

– Como sabe se alguém está se aproximando por interesse?


– Confio muito na minha intuição sempre. Até no programa, sempre fui boa, mas esperta, lia as pessoas muito bem. Só dou aquilo que acho que a pessoa merece no sentido de confiança. Se eu confiar muito,
ela terá mais de mim. Se confiar pouco, fico no superficial. Graças a Deus, tenho uma teia de amigos que estava comigo antes, então me sinto mais segura.

– Vivem te arrumando namorado. Você está solteira?


– Eu queria ter metade desses machos que o povo arruma para mim (risos)! Os homens têm medo de mim. Nas baladas eles não chegam, ficam sem graça, porque chegou um homem perto de mim, todo mundo fica olhando.

– A fama te atrapalhou nisso?


– Eu pegava muito mais gente antes, estou revoltada (risos)! Mas estou solteira, de vez em quando eu pego, aí o povo descobre e eu paro de ficar (risos).

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– Mas você está bem sozinha?


– Eu amo ser solteira! Só namorei duas vezes na vida e não gosto muito de namoro, não sou muito romântica. Eu gosto de sair, me divertir, de ter minha liberdade. Quando eu decidir namorar, vou estar muito certa do que quero.

– Como se vê como cantora?


– Uma cantora que está aprendendo. Hoje, tenho mais segurança, mas tenho consciência de que preciso aprender muito ainda. Mas acho que já estou bem melhor, a minha qualidade vocal e de performance melhorou muito. E, aos poucos, as pessoas estão me respeitando e me valorizando. Quero ser reconhecida pelos meus méritos e pelo trabalho que eu fizer.

– Novidades na música?


– Não sei ainda se será um EP ou se será álbum, acredito que é álbum, porque já escolhi algumas músicas. Mas vai ser um trabalho original, diferente, um ritmo que nunca vi, porque misturo vários elementos. Participei do processo desde o início, cada palavra, cada sonoridade, estava lá dizendo quero mais isso, menos isso, quero falar assim. Está bonito. Eu estou muito otimista que vai surpreender.

– E ainda tem o Saia Justa…


– Quando me convidaram como cantora, achei isso muito generoso e bonito. Porque o comando é como atração musical e ao mesmo tempo interagindo com as pessoas. Juntou as coisas de que eu mais gosto: conversa boa e música.

– Como vê os últimos anos?


– Sou grata por tudo que eu vivi antes, que me fortaleceu para enfrentar o que esses dois anos me trouxeram, um furacão de oportunidades e coisas boas e ruins. E que bom que a vida me preparou para isso! Eu me vejo mais forte que antes. Tenho orgulho de mim, do que construí, sem passar por cima de ninguém, sem me perder, sem me vender ou fazer algo que não me fizesse bem. Sou só gratidão!

CRÉDITOS

Matéria: Fernanda Chaves x CARAS; Foto: Lara Imperiano; Make: Thaise Leitão; Produção: Rallysson Chaves e Deborah Vidjinsky.

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